Dores na face ulnar do punho

DESCRIÇÃO

O termo “punho” é usado para descrever a articulação onde a mão está conectada ao antebraço. A anatomia real do punho não é tão simples. Existem oito ossos menores que conectam os cinco principais ossos da mão (metacarpos) aos dois ossos do antebraço (rádio e ulna) (Figura 1). Dor no lado do dedo mindinho (ulnar) do punho é muito comum. Pode resultar de lesões nos ossos, cartilagens, ligamentos ou tendões.

1 – Ossos do punho e articulação

CAUSAS

Devido a presença de muitas estruturas do lado ulnar do punho (lado do dedo “mindinho”), determinar a causa da dor no punho pode ser muito difícil. Seu médico de mão examinará seu punho para ver onde a dor está localizada e como o punho se move. Raios-X podem ser solicitados. Às vezes, outros estudos, como tomografia computadorizada, ressonância magnética, ultrassonografia, podem ser necessários.

Algumas causas de dor no punho ulnar incluem:

  • Fraturas do punho
  • Artrite da(s) articulação(ões) entre os ossos
  • Síndrome de impactação ulnar (quando a ulna é mais longa que o rádio, o que pode fazer com que ela “bata” nos ossos menores do punho (Figura 2)
  • Inflamação ou irritação dos tendões que dobram e estendem o punho
  • Lesão Complexa de Fibrocartilagem Triangular (TFCC) (quando a conexão entre o osso da ulna e outras estruturas no punho é rasgada por uma lesão ou desgastada ao longo do tempo)
  • Lesão ou compressão do nervo
  • Massas (tumores), mais comumente cistos ganglionares , que são benignos
Figura 2 – Ulna maior que o radio

SINAIS E SINTOMAS

A dor pode ser sentida em repouso ou com movimento. Os sintomas podem incluir:

  • Dor no lado “mindinho” do punho com movimento
  • Estalido ou ressalto, especialmente com rotação
  • Diminuição da força de preensão
  • Movimento diminuído ou limitado

TRATAMENTO

O tratamento da dor no punho ulnar depende do diagnóstico. Pode incluir alguma combinação de modificação da atividade, imobilização, terapia da mão , medicamento anti-inflamatório e / ou injeções de esteroides. Se o tratamento não operatório não aliviar os sintomas, a cirurgia pode ser considerada.

Artigo original:

-22.2245365-54.8214589